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21/08/2019 às 11h56

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Ilha Solteira / SP

Santa Casa capta órgãos de moça de 15 anos com morte cerebral
Santa Casa capta órgãos de moça de 15 anos com morte cerebral
Santa Casa capta órgãos de moça de 15 anos com morte cerebral

A Santa Casa de Araçatuba realizou nesta sexta-feira (16) a oitava captação de órgãos do ano. Foram captados coração, fígado, rins e córneas da estudante Milena Ferreira Gechele, 15, que teve morte encefálica confirmada na quinta-feira (15). Milena, que residia em Ilha Solteira, estava internada na UTI Geral da Santa Casa desde o dia 10 para tratamento de um traumatismo craniano grave decorrente de acidente automobilístico.
Segundo a assessoria de imprensa do hospital, após a Comissão Intra-Hospitalar de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT) concluir os exames relativos ao protocolo de constatação de morte encefálica da paciente, a família foi comunicada sobre os detalhes do caso, da viabilidade de doação de órgãos e concordou com a iniciativa.
Os órgãos doados foram captados por uma equipe do Hospital de Base de São José do Rio Preto, para onde o fígado, rins e córneas foram encaminhados, para serem transplantados em pacientes da fila de espera da Central Nacional dos Transplantes que sejam compatíveis com os fatores da doadora. O coração, por questões de incompatibilidade, será encaminhado ao Banco de Tecidos Humanos de Curitiba para retirada de válvulas cardíacas para transplantes em vários pacientes.
Trata-se de uma nova modalidade para aproveitamento de órgãos humanos que beneficiará pacientes com insuficiência cardíaca em todo o país. O trabalho é feito através de parceria entre o Hospital de Base de São José do Rio Preto e o Banco de Tecidos Humanos de Curitiba. Essa será a primeira vez que um coração doado através da Santa Casa de Araçatuba será utilizado para essa finalidade.
O doutor Rafael Saad, integrante da Comissão Intra-Hospitalar, explica que é um programa novo projetado por uma equipe de Curitiba (PR), com objetivo de captar o coração, aproveitando a válvula pulmonar e aórtica para transplante. “Antes da utilização de válvulas cardíacas humanas, era utilizado prótese mecânica ou prótese biológica, que consiste em material vindo de suínos ou bovinos para confecção de uma prótese. E agora, com esse programa, há a possibilidade de usar um material mais compatível, aumentando a possibilidade de transplante para mais pacientes”.
De acordo com Saad, outra vantagem é a dispensabilidade da medicação para evitar rejeição, que é necessária nas duas outras modalidades. “É a melhor opção em termos de fisiologia. Quando se capta um coração, da retirada do doador até a implantação no receptor, temos 4 horas para a transplantação. A inovação proporciona o período para processamento e análise de até 48 horas, e após a preparação das válvulas, podem ser meses até serem utilizadas, mas em geral, são transplantadas em questão de dias por conta da alta demanda”, finaliza. 

FONTE: G1

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