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24/05/2019 às 07h36

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Ilha Solteira / SP

Trânsito é liberado em avenida em frente ao Fórum
Trânsito é liberado em avenida em frente ao Fórum
Trânsito é liberado em avenida em frente ao Fórum

    Com o fim da audiência que vinha sendo realizada no Fórum de Ilha Solteira desde segunda-feira (20), o trânsito na avenida que passa em frente ao local foi liberado. A audiência envolveu integrantes de uma facção criminosa, presos em janeiro do ano passado, na maior operação policial já realizada em Ilha Solteira, coordenada pela Polícia Militar e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) e com ações também nos Municípios de Pereira Barreto, Castilho e Três Lagoas/MS.


     Por causa da audiência, o trânsito em frente ao Fórum estava impedido desde o início da tarde de segunda. A segurança no local foi reforçada por dezenas de policiais militares, fortemente armados, com reforço de policiais civis e guardas municipais. Até um helicóptero foi utilizado.



     Operação - A operação, batizada de “Operação Ilha”, teve início em 2017, depois que a Polícia Militar acionou o Ministério Público, através do GAECO, do aumento de crimes em Ilha Solteira e região, envolvendo o crime organizado. A investigação já tinha levado a prisão de quatorze pessoas, culminando com a operação de janeiro de 2018, onde mais vinte e seis foram detidos.


    De acordo com o promotor do GAECO, Marcelo Sorentino, durante a investigação, foi possível mapear a atuação dos integrantes da organização criminosa, na região de Ilha Solteira. “O objetivo maior da operação foi combater a facção criminosa. O fato de Ilha Solteira e Pereira Barreto serem uma cidade pequena, não as livra de ter criminosos que são membros ativos, integrantes dessa facção”, explicou Sorentino.


    O promotor disse que a atuação da facção, na região de Ilha Solteira, está diretamente ligada ao tráfico de drogas. “É um tráfico de entorpecente constante, como forma de arrecadação de dinheiro”. Mas ressalta que há uma preocupação com a busca de novos integrantes. “Eles se preocupam, também, em arregimentar o maior número possível de membros para a organização criminosa. Isso é o que temos identificado nas investigações”.


    O tenente coronel Fábio Renato Basílio, da Polícia Militar, reforça a afirmação, atribuindo a presença da facção em Ilha Solteira, à tentativa da organização de expandir sua área de atuação. “Eles procuram crescer e as cidades pequenas são alvos potenciais. Por isso a importância desse trabalho da Polícia Militar, junto com o GAECO, que busca minar a atuação dessa facção, mostrando que aqui se impera a lei e a ordem”, afirmou Basílio.


    Marcelo Sorentino destaca que a facção estava com uma célula em Ilha Solteira, com uma intensão clara de expansão, com contatos em Pereira Barreto, Castilho e Três Lagoas. “O objetivo era expandir seus integrantes e suas atividades criminosas. E quando fazemos uma investigação e uma operação, com um resultado desse porte, isso é freado. Não sei por quanto tempo, mas damos um basta. E continuamos atentos. Nunca fazemos uma operação achando que o problema está resolvido e que não precisamos voltar os olhos para ele. A vigilância é constante, caso contrário, não conseguimos atacar o problema com a devida efetividade”, afirmou o promotor.


    A maioria dos presos já tinha passagem pela polícia. Alguns inclusive, presos e condenados após operação do GAECO realizada em Ilha Solteira em 2011.


 

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